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| a Igreja adota um costume antigo: cobrir as imagens sagradas com tecido roxo, sinal de penitência, recolhimento e preparação espiritual. |
Este
é um costume muito antigo na história da Igreja. Remonta ao século sétimo
indicando um luto antecipado pela morte do Senhor. As imagens são cobertas com
um tecido roxo. É uma prática facultativa. O crucifixo é descoberto na sexta-feira da paixão na
adoração da Santa Cruz, e os santos na Vigília Pascal. Trata-se de um ato
exterior que estimula um ato interior. A atitude da penitência representa pela
cor roxa, o arrependimento, a conversão, a mudança de vida.
Quando
se cobre as imagens a igreja nos ensina que estamos em um tempo diferente. Além das
imagens também tira se as flores do altar, silencia um pouco os instrumentos,
suprime o, aleluia não se canta o glória, e as celebrações são mais sóbrias convidando
as pessoas a também cobrirem-se, mas espiritualmente
para fazerem um exame de consciência, examinarem se, e pedirem de modo especial
para mudarem de caminho. Para tal mudança é preciso o arrependimento, o perdão
dos pecados, o bom propósito de não pecar mais, e nesta época em especial Jesus
nos ajuda a obter este perdão, pois a primeira palavra que Ele falou no alto da
cruz foi uma palavra de perdão: “Pai, perdoai-lhes eles não sabem o que fazem.”
(Lucas 23,34). As imagens permanecem cobertas até momentos significativos da Semana Santa: o crucifixo é revelado na Sexta-feira da Paixão, e os santos, na Vigília Pascal. |
Cobrir
as imagens para simbolizar o período de penitência que estamos vivendo. Na sua
paixão foi Jesus que nos cobriu com o manto todo especial, não roxo, mas vermelho era
o manto de seu sangue, cobria a multidão dos pecados da humanidade para a
modificar por dentro. Por tanto ele espera uma mudança de nosso coração. As
imagens em alguns lugares agora estão cobertas pedindo de cada um de nós uma
verdadeira conversão interior nesta quaresma.

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