Seguidores

domingo, 19 de abril de 2026

Independência: Enigma de Domingos José da Costa, o português esquecido. - Prof. Ricardo Assis

Lapide do português Domingos José da Costa

 Transcrição:

Aqui jaz
DOMINGOS JOSÉ DA COSTA

Nascido em 16 de Outubro de 1802 no
Reino de Portugal e falleceu 25 de
Março de 1862 na Villa da Independência, Pro
vincia do Piauhy. Tributo de amizade
de sua ESPOSA
D. Francisca Valente da Costa.


Em minhas pesquisas, deparei-me com uma descoberta intrigante, a lápide de um português que viveu e morreu em Independência, marcada pelo tempo e pelo silêncio da história. Apesar da clareza do nome gravado na pedra, não foi possível localizar qualquer documento oficial ou relato oral que revelasse detalhes sobre sua vida. Nenhum registro em arquivos, nenhuma memória preservada pelas gerações, apenas a evidência concreta de que ele esteve aque em Independência, existiu e deixou sua última marca no município.

Diante desse vazio histórico, surge uma hipótese que instiga ainda mais a curiosidade, a possibilidade de que esse português tenha chegado à região junto com o fundador de Independência, o Capitão José Ferreira de Melo. Se assim foi, sua trajetória pode ter se entrelaçado com os primeiros passos da formação de nosso município, permanecendo, no entanto, esquecida pelos registros formais. Um personagem oculto nas origens do município, cuja história talvez ainda esteja dispersa em fragmentos à espera de ser reconstruída.

Há nomes que resistem ao tempo como ecos gravados na pedra. Na imagem, uma lápide antiga, marcada por rachaduras e pelo silêncio dos anos, guarda a inscrição de um homem, Domingos José da Costa. Um português. Um estrangeiro que, em algum momento do século XIX, atravessou o oceano e fincou seu destino na então Vila de Independência, na Província do Piauí. Veio de longe — “Reino de Portugal”, diz a inscrição — e aqui terminou sua jornada em 25 de março de 1862. Mas quem era ele, de fato?

Não há registros claros. Nenhum documento oficial, nenhuma narrativa oral preservada, nenhum arquivo que conte sua história. Apenas a pedra, que insiste em não esquecer. Teria sido comerciante? Fazendeiro? Viajante em busca de terras e oportunidades? Ou alguém fugindo de um passado que o mar ajudou a apagar? Sua vida permanece envolta em sombras, como tantas outras que ajudaram a formar o interior nordestino.

E há ainda uma pergunta que atravessa gerações: será que Domingos José da Costa deixou descendentes em Independência? Talvez seu sangue corra, silencioso, nas veias de famílias que hoje desconhecem essa origem. Um sobrenome perdido, um traço herdado, uma história nunca contada à mesa.

A lápide rachada não é apenas um marco de morte, é um convite ao mistério. Um chamado à memória. Porque, às vezes, o que não foi registrado nos livros ainda vive, escondido, na terra, nos nomes e nas histórias que ainda esperam ser descobertas. 

Prof. Ricardo Assis

domingo, 5 de abril de 2026

Porque cobrir as imagens na Quaresma?

a Igreja adota um costume antigo: cobrir as imagens sagradas com tecido roxo, sinal de penitência, recolhimento e preparação espiritual.


Este é um costume muito antigo na história da Igreja. Remonta ao século sétimo indicando um luto antecipado pela morte do Senhor. As imagens são cobertas com um tecido roxo. É uma prática facultativa. O crucifixo é descoberto na sexta-feira da paixão na adoração da Santa Cruz, e os santos na Vigília Pascal. Trata-se de um ato exterior que estimula um ato interior. A atitude da penitência representa pela cor roxa, o arrependimento, a conversão, a mudança de vida.

Quando se cobre as imagens a igreja nos ensina que estamos em um tempo diferente. Além das imagens também tira se as flores do altar, silencia um pouco os instrumentos, suprime o, aleluia não se canta o glória, e as celebrações são mais sóbrias convidando as pessoas a também cobrirem-se, mas espiritualmente para fazerem um exame de consciência, examinarem se, e pedirem de modo especial para mudarem de caminho. Para tal mudança é preciso o arrependimento, o perdão dos pecados, o bom propósito de não pecar mais, e nesta época em especial Jesus nos ajuda a obter este perdão, pois a primeira palavra que Ele falou no alto da cruz foi uma palavra de perdão: “Pai, perdoai-lhes eles não sabem o que fazem.” (Lucas 23,34).



As imagens permanecem cobertas até momentos significativos da Semana Santa: o crucifixo é revelado na Sexta-feira da Paixão, e os santos, na Vigília Pascal.

Cobrir as imagens para simbolizar o período de penitência que estamos vivendo. Na sua paixão foi Jesus que nos cobriu com o manto todo especial, não roxo, mas vermelho era o manto de seu sangue, cobria a multidão dos pecados da humanidade para a modificar por dentro. Por tanto ele espera uma mudança de nosso coração. As imagens em alguns lugares agora estão cobertas pedindo de cada um de nós uma verdadeira conversão interior nesta quaresma.