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domingo, 11 de julho de 2021

Independência: Pharmacia do Sr. Joaquim Mota – Médico, parteiro, farmacêutico, enfermeiro – um pouco de tudo. Profº Ricardo Assis.


 

Em minhas memórias ainda tenho algumas lembranças da Pharmacia do Sr. Joaquim Mota que ficava na Rua das Pedrinhas próximo a Padaria do Seu Badeco.

Tenho a convicção que minha época de criança e adolescente tínhamos uma vida bem interessante e divertida, bem mais rica e excitante do que a dos dias atuais.

Quando criança pequeno sempre gostei de brincar e correr pelas ruas de Independência e com isso ficou algumas lembranças de como era Independência antigamente.

Sr. Joaquim Mota, uma das personalidades que fazem parte da história de Independência, era uma espécie de médico, parteiro, farmacêutico e enfermeiro. Lembro de um senhor de baixa estatura, um pouco gordo, cabelos brancos e sempre com uma fisionomia séria.

A Pharmacia havia algumas portas na frente do prédio, muitas prateleiras cheias de remédios, um enorme balcão para atender os clientes e uma cadeira ao lado para fazer a consulta.

Lembro bem de uma expressão que se usava na minha família que era “De novo, seu Joaquim Mota” isso por que um primo meu estava doente e toda vez que ia se consultar com Sr. Joaquim Mota ele passava uma injeção, e meu primo com medo da injeção perguntava” De, novo seu Joaquim Mota”.

Era uma época, havia a Cibalena, a Cafiaspirina, o Fontol e o Melhoral, além das Pílulas de Vida do Doutor Ross, A Saúde da Mulher, o Rhum Creosotado, a Olina, o Leite de Magnésia de Philips, o Agarol, o Aligrip e a Maravilha Curativa do Dr. Humphreys.

Além desses, é claro, havia a ubíqua Emulsão Scott ou Óleo de Fígado de Bacalhau, o Vick Vaporub, o Antiphlogistine, o Mercúrio Cromo, o Colubiazol, o Biotônico Fontoura, a Pomada Minâncora, o Pó Pelotense, o Polvilho Antisséptico Granado, o Elixir Paregórico e o Band Aid.

Era uma época de crianças e jovens saudáveis e disposto a enfrentar a vida sem muito questionamento, época que fez parte da história de Independência.

 

Profº Ricardo Assis

Um comentário:

  1. Maravilha era exatamente ASSIM. Faltou citar a sua fiel escudeira "CREUZA".

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