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| Turma de História de Independência (2007), aula de Campo. |
No
ano de 2007, a Turma de História de Independência viveu uma experiência que
ultrapassou os limites da sala de aula e ficou marcada na memória de todos, uma
aula de campo junto aos indígenas Tabajaras, no município de Crateús. A visita
representou muito mais do que uma atividade escolar — foi um encontro direto
com a história viva, com a cultura, os saberes e as tradições de um povo
originário que ajudou a construir a identidade do nosso território.
Embora
o tempo tenha apagado alguns detalhes — como o nome da disciplina específica ou
de quem conduziu aquela atividade —, o que permanece vivo é o significado
daquela aula. O contato direto com os Tabajaras permitiu aos alunos compreenderem
a História para além dos livros, enxergando-a como algo pulsante, presente no
cotidiano, nas práticas culturais, nos rituais, nas expressões e na resistência
indígena.
A aula de campo foi um retrato fiel desse momento especial para os alunos,
comunidade indígena, crianças, adultos e lideranças reunidos em um espaço
simples, mas carregado de simbolismo. Um verdadeiro intercâmbio de
conhecimentos, respeito e aprendizado mútuo.
Hoje,
passados quase vinte anos, é motivo de orgulho saber que a maioria daquela
turma se tornou excelentes professores de História. Educadores comprometidos
com o ensino crítico, com a valorização da memória, da cultura local e,
sobretudo, com a formação de novas gerações conscientes de sua identidade e de
seu papel na sociedade.
Aquela
aula de campo foi, sem dúvida, uma semente. Uma prova de que experiências
vividas fora da sala de aula têm o poder de transformar trajetórias, despertar
vocações e reafirmar que ensinar História é, acima de tudo, conectar pessoas,
tempos e realidades. Uma excelente aula de campo — daquelas que o tempo não
apaga.
Prof. Ricardo Assis

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