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domingo, 11 de janeiro de 2026

Aula de campo da turma de História de Independência em Crateús (2007) - Prof. Ricardo Assis

Turma de História de Independência (2007), aula de Campo.

 

No ano de 2007, a Turma de História de Independência viveu uma experiência que ultrapassou os limites da sala de aula e ficou marcada na memória de todos, uma aula de campo junto aos indígenas Tabajaras, no município de Crateús. A visita representou muito mais do que uma atividade escolar — foi um encontro direto com a história viva, com a cultura, os saberes e as tradições de um povo originário que ajudou a construir a identidade do nosso território.

Embora o tempo tenha apagado alguns detalhes — como o nome da disciplina específica ou de quem conduziu aquela atividade —, o que permanece vivo é o significado daquela aula. O contato direto com os Tabajaras permitiu aos alunos compreenderem a História para além dos livros, enxergando-a como algo pulsante, presente no cotidiano, nas práticas culturais, nos rituais, nas expressões e na resistência indígena.

A aula de campo foi um retrato fiel desse momento especial para os alunos, comunidade indígena, crianças, adultos e lideranças reunidos em um espaço simples, mas carregado de simbolismo. Um verdadeiro intercâmbio de conhecimentos, respeito e aprendizado mútuo.

Hoje, passados quase vinte anos, é motivo de orgulho saber que a maioria daquela turma se tornou excelentes professores de História. Educadores comprometidos com o ensino crítico, com a valorização da memória, da cultura local e, sobretudo, com a formação de novas gerações conscientes de sua identidade e de seu papel na sociedade.

Aquela aula de campo foi, sem dúvida, uma semente. Uma prova de que experiências vividas fora da sala de aula têm o poder de transformar trajetórias, despertar vocações e reafirmar que ensinar História é, acima de tudo, conectar pessoas, tempos e realidades. Uma excelente aula de campo — daquelas que o tempo não apaga.

Prof. Ricardo Assis

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