Seguidores

domingo, 28 de junho de 2026

Comunidade Paraíso encanta visitantes com trilha ecológica - Prof. Ricardo Assis

Os alunos da Escola Abigail Antunes Marques vivenciaram uma experiência enriquecedora na Comunidade Paraíso, explorando a trilha ecológica.

                                      

A Comunidade Paraíso, localizada na região de Ematuba, município de Independência-CE, é um verdadeiro patrimônio cultural e histórico do sertão cearense. O material apresentado demonstra o compromisso dos moradores com a preservação dos sítios arqueológicos, a valorização do artesanato local e o fortalecimento do turismo comunitário, tornando a comunidade uma referência para toda a região.

Merecem destaque as guias Katiuce Guerreiro e Kélem Guerreiro, que vêm contribuindo para divulgar e valorizar as riquezas culturais da Comunidade Paraíso. Com dedicação, compromisso e amor por suas raízes, elas ajudam a preservar a memória local e a fortalecer iniciativas que promovem o desenvolvimento sustentável, servindo de inspiração para as novas gerações.

Durante a aula de campo na Comunidade Paraíso, os alunos da Escola Abigail Antunes Marques conheceram de perto um dos sítios arqueológicos da região.

A importância dos sítios arqueológicos reconhecidos pelo IPHAN e a conquista da inclusão desses patrimônios no roteiro turístico oficial do Estado do Ceará, por meio da Lei nº 19.320, de 24 de junho de 2025. Além disso, ressalta a riqueza do artesanato produzido pelos moradores, desde bordados, crochês e peças em palha até produtos da medicina tradicional da Caatinga. A Comunidade Paraíso mostra que a união, a organização comunitária e o respeito à história podem transformar o patrimônio cultural em oportunidade de crescimento, preservando a identidade sertaneja para as futuras gerações.

As pinturas rupestres da Comunidade Paraíso são registros da presença dos povos que habitaram esta região há milhares de anos. 
 

Prof. Ricardo Assis

domingo, 7 de junho de 2026

Independenciano na Guerra do Paraguai - Prof. Ricardo Assis

Independenciano na Guerra do Paraguai - imagem feita por IA.

 

A Guerra do Paraguai, ocorrida entre os anos de 1864 e 1870, foi o maior conflito armado da história da América do Sul. De um lado estava o Paraguai; do outro, Brasil, Argentina e Uruguai, que formaram a Tríplice Aliança. Embora os grandes acontecimentos desse período sejam amplamente conhecidos pela história nacional, algumas narrativas locais revelam como o conflito também alcançou os rincões do sertão cearense, deixando marcas na memória das comunidades.

Em Independência, uma fascinante história atravessou gerações por meio de relatos orais, registros em um antigo livro e vestígios encontrados em uma antiga fazenda da zona rural. Segundo a tradição, um morador da região do interior de Independência, foi convocado para servir durante a Guerra do Paraguai. Viúvo, ele vivia com suas filhas, tendo grande afeição pela mais velha, Maria dos Anjos. Antes de partir para o conflito, chamou a filha e entregou-lhe a chave de seu quarto, recomendando que ninguém abrisse o aposento até seu retorno.

Os meses passaram e, já próximo de completar um ano, o sertanejo foi dispensado do serviço militar e regressou para casa. Sua chegada foi recebida com grande festa pelos familiares e vizinhos. Tiros de bacamarte, ronqueiras e espingardas ecoaram pelos sertões, anunciando a volta daquele que havia partido para a guerra.

Ansiosa para receber o pai da melhor forma possível, Maria dos Anjos decidiu abrir o quarto para realizar uma limpeza. Ao entrar, deparou-se com uma cena inesperada, várias moedas de ouro estavam espalhadas pelo chão, entre os tijolos do piso. Surpresa, recolheu as moedas para entregá-las ao pai quando ele chegasse. Ao relatar o ocorrido, ouviu uma repreensão por não ter seguido sua orientação. Em seguida, o pai revelou o segredo: as moedas marcavam os locais onde, sob determinados tijolos, estava enterrada toda a sua reserva de ouro.

Mais do que uma curiosa história familiar, esse relato demonstra a riqueza das tradições e memórias preservadas em Independência. Narrativas como essa ajudam a compreender aspectos da vida sertaneja no século XIX, as repercussões de acontecimentos nacionais em nossa região e a importância da memória oral na preservação da história local.

O município de Independência possui um vasto patrimônio histórico e cultural, formado não apenas por documentos e construções antigas, mas também pelas histórias transmitidas de geração em geração. Resgatar e divulgar essas narrativas é uma forma de valorizar nossa identidade e manter viva a memória daqueles que ajudaram a construir a história do município.

Prof. Ricardo Assis