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terça-feira, 25 de março de 2025

A Escravidão em Independência, Ceará: Um Passado de Dor e Resistência - Prof. Ricardo Assis

Foto retira da internet

 

O município de Independência, situado no sertão cearense, carrega em sua história as marcas do período da escravidão, uma realidade que moldou a formação econômica e social da região. Durante séculos, muitas fazendas na zona rural do município dependeram da mão de obra de africanos escravizados, que eram forçados a trabalhar em atividades como a agricultura, a pecuária e o serviço doméstico. 

O próprio fundador de Independência, o Capitão José Ferreira de Melo, era proprietário de escravizados, refletindo a estrutura social e econômica da época, onde a posse de cativos era símbolo de status e poder. Além dele, outros senhores fazendeiros locais exploravam a mão de obra forçada, utilizando o trabalho dos escravizados para expandir suas propriedades e acumular riquezas. 

A vida dos escravizados em Independência era marcada por sofrimento e resistência. Submetidos a castigos físicos, jornadas exaustivas e condições desumanas, muitos encontraram formas de lutar contra a opressão. Alguns fugiam e formavam comunidades quilombolas em regiões mais afastadas, enquanto outros resistiam preservando sua cultura, tradições e fé. 

Mesmo após a Abolição da Escravatura, em 1888, a população negra de Independência enfrentou dificuldades para conquistar sua liberdade plena. Sem acesso a terras e oportunidades dignas de trabalho, muitos continuaram em condições precárias, perpetuando desigualdades que ainda podem ser percebidas na sociedade atual. 

Resgatar essa história é fundamental para compreender as raízes de Independência e valorizar a memória daqueles que foram injustamente explorados. A lembrança desse período deve servir como reflexão sobre a importância da igualdade e da luta por justiça social, garantindo que as gerações futuras conheçam e reconheçam o legado dos povos escravizados na construção do município.

Prof. Ricardo Assis

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Liga Desportiva de Independência criada em 2001 na gestão do Prefeito Francês Torres – Prof. Ricardo Assis


 

Independência era conhecida em toda região de Crateús como uma das melhores seleções, muito atletas eram convidados a participar de seleção de outros municípios. Independência já viveu bons momentos.

Estádio Carneirão já teve campeonatos que lotavam de torcedores torcendo pelos seus clubes.  Bom futebol de Independência já viveu bons momentos. Hoje, as recordações dos idos dos anos 80 e 90. Faz-se viva apenas na memória dos torcedores mais velhos, que puderam acompanhar a trajetória das equipes tais como: Verona, União, CSI, Setenta, Cohab e outras mais.


Na gestão do Prefeito Francês Torres que foi criado a Liga Desportiva Independenciana em 2001. O Diretor de Esportes era o Neto Torres e o presidente da Liga Desportiva era o Prof. Ricardo Assis.

Verona Futebol Clube, Várzea Alegre Futebol Clube, Cohab Futebol Clube e Setenta Futebol Clube foram os primeiros times a ter sua filiação na liga. Todos tinham seus estatutos e CNPJ.

Foi uma época de grandes campeonatos municipais, tinha até a segunda divisão do futebol de independência. Outro evento que lotou o estádio Carneirão foi a Copa Sabino Assis.

A Liga Desportiva Independenciana era filiada a Federação Cearense de Futebol, tinha CNPJ e contador só para administrar a Liga de futebol de Independência.

Prof. Ricardo Assis




segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Dia de Reis: Reverência ao Mestre Zé Augusto, um legado na cultura de Independência


 

Comemorado nesta segunda-feira, 6 de janeiro, o Dia de Reis é uma tradição centenária na cultura popular brasileira. É uma celebração comemorada na nossa cultura brasileira, em homenagem aos três reis magos: Baltazar, Belchior e Gaspar.

Em várias comunidades no Brasil se comemoram o Reisado, é uma tradição. Em Independência, temos uma referência que é reconhecida em todo o Brasil, a manifestação cultura do Reisado tem como ícone o Mestre Augusto.

Mestre Zé Augusto é referência de cultura é e responsável pela continuidade e permanência do Reisado na nossa região. É um dos brincantes que tem reconhecimento em toda região.

Mestre Zé Augusto influencia os jovens como participar e apresentar o Reisado e seu gesto, seu legado ainda está vivo, presente e forte na nossa cultura. Sempre participando de eventos e atraindo multidões para sua apresentação única do Reisado.



sábado, 21 de dezembro de 2024

A Fantástica História de Chico Rei

Embora não exista comprovação histórica de sua existência, Galanga, ou Chico Rei, é um personagem lendário presente na tradição oral mineira desde o século XVIII.


Galanga era rei do Congo, mas acabou capturado com a família por portugueses e enviado ao Brasil para ser vendido como escravo. Durante o trajeto, sua mulher, rainha Djalô, e a filha, princesa Itulo, foram lançadas ao mar.

Galanga chegou ao Rio de Janeiro em 1740 e foi rebatizado Francisco. Ele e o filho Muzinga foram levados por um Major para trabalhar na Mina da Encardideira, em Vila Rica (atual Ouro Preto). Durante muito tempo, Chico trabalhou duro e pôde comprar a própria liberdade e a de Muzinga. Há quem diga que ele escondia ouro em pó nos cabelos e ao fim da jornada de trabalho lavava os fios para recuperar o metal.

Na sequência, Chico comprou a alforria de outros escravos e, com o passar do tempo, de olho nas dívidas do patrão, foi capaz de adquirir a Mina da Encardideira, agora mina de Francisco, o rei.

Com a prosperidade alcançada pelo garimpo, libertou mais escravos com quem teria chegado ao Brasil, muitos deles seus súditos no Congo. Os alforriados o chamavam "rei".

A devoção à Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e à Santa Efigênia fez com que Chico construísse com outros negros, em Vila Rica, uma igreja dedicada às santas, o ano era 1785. A igreja possibilitou que eles realizassem suas festas com danças e cantos para louvar as protetoras.

Galanga morreu de hepatite aos 72 anos. O filho seguiu como Rei do Congado, assumindo a posição que pertencia ao pai. Chico Rei é celebrado até hoje em festas populares que têm canto, dança, procissão e até coroação dos reis do Congo. Vem daí o nome dessa festividade: Congada, Congado ou simplesmente Congo. A comemoração é feita em meses distintos ao longo do ano, por homenagear santos negros na data de aniversário de cada um. Por ser uma figura tão importante no folclore de Ouro Preto, Chico Rei é celebrado na cidade no mês de janeiro, já que ele costumava organizar solenidades no Dia de Reis.

 


sexta-feira, 19 de julho de 2024

Tradição em Independência: Primeira banda de músicos nos festejos de Sant’Ana de Independência. - Prof. Ricardo Assis

Banda Vicente Fialho, primeira banda dos festejos de Sant'Ana

 

Durante décadas de festejos de Senhora Sant’Ana na paroquia de Independência, uma das tradições que acompanha a imagem de Senhora Sant’Ana é a tradicional Banda de Músicos.

Sempre, todos os anos, ao inicio dos festejos e em frente a igreja matriz, os acordes e notas do saxofone, trompete, trombone e flautas e percussões dos músicos ecoam músicas católicas e hinos de Sant’Ana.

Populares, visitantes crianças, jovens e idosos de Independência tem a oportunidade de cantar junto com a Banda o hino de Senhora Sant’Ana, o hábito de acompanhar a tradicional Salva da Banda de Música Maestro Vicente Fialho, durante os festejos da festa de Senhora Sant’Ana, padroeiro da cidade. Este é um dos principais momentos do acompanhamento da imagem.

Maestro Vicente Fialho

Em Independência havia um comerciante chamado Francisco Rufino, casado com D. Mocinha Lima que ficou viúva e se casou com Maestro Vicente Fialho, que veio de Campo Grande na Serra de Ibiapaba, hoje Guaraciaba do Norte.

Maestro Vicente Fialho além de tocar na Banda de músicos, também era dono de uma padaria em Independência. Juntamente com Vicente Fialho, veio outro músico chamado de Antônio Campos da Silva que também trabalhava de barbeiro e sapateiro.

Prof. Ricardo Assis