
“O Sertanejo é antes de tudo um forte” essa é uma frase famosa de Euclides da Cunha, sabemos que os nordestinos são batalhadores e lutadores. Com os independencianos não é diferente, tem independenciano em quase todos os lugares do mundo. Muitos deles são profissionais de alto nível em suas profissões.
No mundo do futebol sempre aparece algo diferenciado dentro de campo ou na quadra de Futsal, a expectativa do que vem aí mais um craque de bola no nosso imenso torrão de atletas em nosso município. Mas lá adiante, a gente não vê mais, e vem a pergunta: porque não apareceu como nos pensávamos? E por onde anda aquele garoto bom de bola? Isso acontece e aconteceu com muitos dos nossos jovens, que preferiram tomar outros rumos de segurança na vida futura, ou uma aventura que desse certo. Nosso craque de hoje é um deles, que apareceu como um raio nos olhos dos Independencianos
Com um fino trato com a bola nos pés, qualidade de passes e chutes impressionantes e humildade acima de tudo. Filho de uma família que respirava o esporte, Família Torres. Onde um deles foi um dos melhores centroavantes, que já tivemos em Independência,
Oséas Torres Junior, ou simplesmente Pitoco, como é conhecido entre seus familiares, amigos e desportistas. O garoto Bruno começou acompanhando seu pai que jogava suas peladas no Estádio Carneirão. Bruno Torres sempre foi atrevido com a bola nos pés, e muito cedo se tornou o molequinho que brincava no meio dos adultos.

Com muita coragem e com o espírito de lutador que o jovem independenciano partiu de Independência para a Europa com o espírito de vencedor e pronto para conquistar seu espaço.
Bruno Torres, filho de Keila Bonfim e Oseás Torres, ex-jogador da Seleção independenciana, foi campeão pela Seleção de Independência na Copa Centro-Oeste na cidade de Crateús e contra a seleção da casa. Pitoco foi um dos melhores centroavantes que já passou pela Seleção de Independência, tinha cheiro de gol. Jogou em vários clubes em Independência, Crateús, Boa Viagem e Tauá.
Em Independência, Pitoco jogou pelo Verona F. Clube onde foi campeão em Pedra Branca no Torneio da Radio Asa Branca, jogou no C.S.I e em vários outros clubes. Portanto, Bruno Torres herdou todo o talento e habilidade do Pai.
Bruno iniciou sua carreira de atleta ainda bem cedo, jogava na quadra da Tia Base e de criança já era destaque do meio dos garotos mais velhos. Logo, todos perceberam o talento do garoto, com muita habilidade e chute forte sobressaiu de todos os outros garotos.


Ricardo Assis – Bruno, como começou sua carreira?
Bruno Torres - Desde muito cedo que jogo futebol, meus pais, meus tios tiveram também certa influência nisso, lembro-me de não querer saber de outra coisa quando era pequeno,quando iam jogar play station ou brincar na rua, por exemplo, eu ia sempre jogar futebol.
RA – Você começou ainda cedo?
BT – Sim, comecei ainda bem jovem, e às vezes jogava com os mais velhos, comecei jogando Futsal.
RA – Então, você foi para Fortaleza?
BT – Não, ainda não. Sempre tive vontade de ir para escolinha do ceara, e tive convite para fazer parte da equipe sub-16 do Ceará, mais não pude ir pois inda estudava.
RA – Então, como houve o contato entre você e o clube do Ceará?
BT – Bom, foi em um amistoso entre a Seleção de Independência e o Ceará Sporting Clube, era um jogo contra o sub-18 do ceara e foi onde tudo começou fiz bom jogo e acabei por ser o único a ficar para fazer parte da equipe sub 20 do ceará, quando acabou o jogo Dimas Figueiras foi falar com meu pai.

BT – Tive uma boa experiência no clube, em minha primeira temporada no Ceará fomos vice-campeões cearenses sub 20, mesmo com esse bom resultado não foi nenhum atleta para o profissional.
RA – Depois do Ceará, você jogou em outro clube?
BT – Sim, tive uma curta passagem pelo Uniclinic, mas não cheguei a jogar jogos oficiais, depois fui para A.D. São Benedito foi onde tive dois anos seguidos e consegui mostrar meu potencial.
RA – E depois do Clube São Benedito?
BT – Foi nesta época que apareceu um clube de Portugal, recebi o convite para jogar como profissional.
RA – E como foi ir para Portugal como profissional?
BT – Foi ótimo, logo no primeiro ano já me consagrei campeão regional pela União Desportiva Messinense da época 2009/2010 garantindo o acesso ao campeonato nacional onde tivemos essa época 2010/2011 e nos mantemos nesse escalão.
RA – Antes de ir para Portugal, você recebeu proposta de outro clube aqui no Brasil?
BT – Sim, recebi proposta das equipes do Uniclinic, Itapipoca, comercial do Piauí e tinha treinos agendados no Bahia, mais achei melhor vim para Portugal.
RA – Você tem outra profissão, além de atleta?
BT – Sim, trabalho nos três meses do verão.
RA – Qual o nome do seu Clube?
BT - União Desportiva Messinense
RA – Qual a cidade que você mora e como é sua vida?
BT - Moro na cidade de Messines,A minha vida aqui é : treino todos os dias e jogo aos domingos,treina-se um período e faço academia durante três dias por semana,tenho lutado muito pelo meu sonho, que é ser um grande jogador de futebol.
RA – Por mais quantos anos você vai ficar em Portugal?
BT – Já renovei o contrato com o clube, não tenho a principio a intenção de sair daqui, só se aparecer proposta melhor.
RA – Por quantos anos você renovou o contrato?
BT – Eu sempre renovo por 1(um) ano, caso apareça outros clubes fica mais fácil renegociar com clube atual.
RA – Você tem Empresário procurando outros clubes para lhe contratar?
BT – Não, só tenho olheiros, empresário ainda não tenho tudo que consegui ate agora foi com o meu talento, mas quero chegar longe e tenho mesmo que ter empresário.
RA – No clube que você está jogando, tem mais brasileiros atuando no time?
BT - Na época que cheguei tinha dois, ambos como mais de 10 anos em Portugal, Patrick e Fabio Della Pasqual tinham 32 e 33 anos. aprendi muito com eles.
RA - Bruno, em algum momento vc sofreu com algum tipo de preconceito
BT – Na realidade, sempre há um pouco de preconceito no meio do futebol, mais graça a Deus comigo ate agora não aconteceu comigo, ao contrario tenho grandes amigos aqui e a maioria deles portugueses.
RA – Você pretende ainda jogar em algum clube no Brasil?
BT – Sim, quando eu tive mais experiência pretendo voltar ao Brasil e jogar quem sabe no Ceará
RA – Sente saudades do Brasil?
BT – È claro, longe de minha família e amigos e da terra que tanto amo, minha Independência, Mas sei que para crescer no mundo do futebol tem que se abdicar de muitas coisas, mas graça a DEUS tenho crescido muito,e aos poucos tenho conquistado meu espaço. .Gostaria também de agradecer a minha família e amigos, mas gostaria de mencionar três pessoas que foram essenciais para que eu chegasse até aqui, são elas: meu pai (Junior Torres) minha mãe (Keila Bonfim) e um grande amigo meu e da família que também me ajudou muito na minha fase mais crítica aqui:foi Cleiton Loiola.
RA – Bruno, qual a mensagem que você deixa ao jovem de Independência?
BT – Para que nunca desistam dos seus sonhos, vão aparecer muito obstáculos, mas com fé em DEUS e muita força de vontade sempre conseguimos chegar Lá. Estou aqui longe de casa em busca de um sonho, então busquem o seu.
Grande abraço a todos os amigos independencianos.
Bruno Torres
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