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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Alunas cearenses nota 1.000 na redação fazem pelo menos um texto por semana

Elas iniciaram o ano letivo em 2015 fazendo pelo menos uma redação por semana, mas a quantidade aumentou gradativamente com a proximidade do Enem. E o resultado não foi outro: pontuação 1.000. Agora, com a nota máxima, esperam conseguir uma vaga no curso de Medicina.

Mariana de Moura Góes, 17 anos, conta que já tinha tentado Enem outras duas vezes quando estava no 1º e 2º ano do Ensino Médio, o que serviu de experiência e estímulo para melhorar a redação no último Enem. "Eu não tinha ido tão bem porque não me dedicava tanto, não estava focando no vestibular. Mas ano passado eu sabia que a redação era bem importante, então comecei com uma por semana”.

Duas semanas antes da prova, no entanto, a aluna do colégio Ari de Sá fez uma redação por dia, e o tema não foi inesperado. “Era uma aposta, não tinha certeza, claro. Mas eu gostei bastante porque acompanhava isso e pesquisava”, diz. Assim como ela, a estudante do Master Fortaleza, Milena Rodrigues Sampaio, 18 anos, tirou a nota máxima na redação e aprovou o tema.

“Eu achei bastante pertinente e foi um tema trabalhado no colégio", relata Milena. Ela começou o semestre com uma redação por semana, mas chegou a fazer três a quatro nesse mesmo período quando o exame estava chegando. "Eu passava o dia todo no colégio, então ficava estudando umas dez horas por dia. Ás vezes eu tentava adiantar e tirava o domingo para fazer umas três [redações]”, completa.


 
foto: arquivo pessoal
Milena Rodrigues Sampaio
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apenas 104 alunos obtiveram a nota máxima na redação, enquanto que 53 mil tiraram zero. Mais de 1,9 milhão ficou com notas entre 500 e 600 pontos. "Meus pais não acreditaram quando eu falei, minha mãe ficou: 'tá brincando'. Foi inesperado", conta Mariana sobre a reação dos pais.

Sem deixar o lazer de fora
De acordo com Milena, os dias úteis são para estudar e fins de semana, principalmente domingo à tarde, são para o lazer. "Eu nunca achei que estudar demais fosse bom, mas não era farrista, eu saía só no fim de semana".

Mariana disse que usou os feriados longos, como Carnaval e Semana Santa para estudar. "No fim de semana também estudava, mas não deixava de sair pro cinema, namorar. E quando eu via que estava com a matéria em dia, saía no domingo, porque se eu ficasse só em casa ia ficar louca", comenta.
reprodução
Nota 1.000 (redação Milena)
 
FONTE: O POVO

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